Empresários baianos conquistam mercado internacional de exportação de carne

Empresa genuinamente baiana, da região de Itapetinga, no centro sul baiano, fechou o primeiro contrato para exportar 250 toneladas de carne bovina para Hong Kong, na China. A duração é de seis meses, podendo ser renovado, e o embarque da primeira carga aconteceu no mês de dezembro de 2016, via Porto de Salvador. Os empresários possuem dois matadouros frigoríficos, que geram em média 400 empregos diretos. Desde o início da implementação das unidades, eles receberam o apoio da Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), por meio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Esta semana, os empresários se reuniram com o secretário Vitor Bonfim para falar sobre a abertura dos novos mercados. “A China é um mercado promissor, que vai demandar cada vez mais a aquisição de alimentos de outros países, uma grande oportunidade para o Brasil. É muito bom ver o crescimento de uma empresa baiana, que nasceu com o apoio da Seagri, e, hoje, em tempos de crise, vive um momento de expansão”, disse o titular da Seagri.

Um dos proprietários da empresa, Alber Rezende, explicou que, “além de carne e vísceras, partes do boi comumente consumidas aqui, foram exportados subprodutos que para nós possuem pouco valor, como membrana e diafragma. Porém, na China, são iguarias, base de pratos tradicionais. Com a abertura dos novos mercados vamos ampliar a capacidade de abate e a parte frigorífica de armazenamento”.

O empresário informou que já estão se adaptando para exportar para o mercado Árabe, e realizar o abate halal, que deve obedecer a exigências específicas da tradição islâmica, como ser realizado em separado tradicional e executado por um muçulmano conhecedor dos fundamentos do abate de animais no Islã. Os equipamentos e utensílios utilizados precisam ser próprios para esse tipo de abate, entre outras exigências.

Matadouro

A unidade situada em Itapetinga atualmente está abatendo 250 animais dia, com meta de ampliação até o final deste ano para 350. O outro matadouro, localizado em Vitória da Conquista (sudoeste), é um equipamento multifuncional, que também abate cerca de 2000 suínos/mês, e trabalha com capacidade de 300 bois por dia, com expectativa de ampliação deste volume para 450. Os bois são comprados de criadores principalmente da região de Itapetinga, e comercializados para o extremo sul, sul e sudoeste da Bahia.

O matadouro de Itapetinga é credenciado pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura (Mapa), que o torna apto a comercializar seus produtos em todo o território brasileiro e no exterior. A certificação assegura a qualidade de produtos de origem animal, comestíveis e não comestíveis.

A unidade de Vitória da Conquista foi credenciada em dezembro do ano passado, pela Adab, no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), responsável por padronizar os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal, que garantem a inocuidade e segurança do alimento, permitindo a venda dos produtos para todo o Brasil.

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