Ação marca Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase

No próximo domingo (29), para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, técnicos da Coordenação Estadual de Controle da Hanseníase da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), juntamente com integrantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), vão promover uma panfletagem na estação do metrô, no bairro de Pirajá, na capital baiana. O objetivo é alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença, que teve 1.863 novos casos notificados em 2016 na Bahia.

Com o tema ‘Hanseníase: Quanto antes você descobrir, mais cedo vai se curar’, a campanha também visa orientar as equipes de saúde dos municípios para realizarem a busca ativa de casos novos e divulgarem a oferta de tratamento completo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incentivando que as pessoas procurem pelos serviços de saúde.
Dos 1.863 casos registrados em 2016, 111 foram em crianças e adolescentes até 14 anos, revelando um coeficiente de 12,25 por 100 mil habitantes, o que configura alta endemicidade, conforme os parâmetros oficiais. Estas informações são ainda preliminares e há previsão de atingir níveis semelhantes a 2015, quando houve 2.538 casos novos diagnosticados, dos quais 220 ocorreram na população de 0 a 14 anos. Algumas regiões apresentam áreas de concentração de casos, principalmente na norte, oeste e extremo sul.
O elevado índice de hanseníase em crianças e adolescentes revela que ainda há um número grande de pessoas, provavelmente familiares, ainda não diagnosticados e sem tratamento, visto que o período de início do adoecimento pode variar entre dois até cinco anos após o contágio.
Sintomas e transmissão 
A doença, que compromete principalmente a pele e os nervos periféricos, é transmitida por meio das secreções das vias respiratórias (nariz e boca) para as pessoas que convivem com o doente não tratado. Assim que é iniciado o tratamento, os pacientes deixam de transmitir a doença. Se não for tratada precocemente, pode se tornar grave e gerar deformidades físicas devido ao comprometimento dos nervos, principalmente nas mãos, pés e face.
Todo indivíduo deve fazer autoexame na busca de alterações de pele (manchas, placas ou nódulos), sensibilidade diminuída ou aumentada (dormência, queimação, anestesia), diminuição de força muscular nas mãos e pés, áreas da pele sem pelos ou que não produzem suor. Diante de um destes sintomas, é preciso procurar a unidade mais próxima de sua residência para avaliação do profissional de saúde. Médicos e enfermeiros das unidades básicas estão capacitados a identificarem os casos de hanseníase.
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