Aumenta a Taxa de desemprego das mulheres na Bahia em 2016

Em 2016, a ocupação reduziu 4,3%, em razão do fechamento de 64 mil posições de trabalho. Como a População Economicamente Ativa aumentou em 47 mil pessoas, o contingente de desempregados cresceu em 111 mil, elevando com isso a taxa de desemprego total de 18,7% para 24,1%. Conforme informações da PED-RMS, o decréscimo da ocupação penalizou, novamente, mais aos homens (perderam 39 mil postos) que às mulheres (-25 mil), ainda que o número de mulheres na força de trabalho tenha aumentado mais intensamente (31 mil) que o de homens (16 mil).

O aumento da PEA somado ao decréscimo da ocupação fez com que o contingente de mulheres desempregadas se elevasse consideravelmente (31,1% ou 56 mil pessoas). Em termos relativos, o aumento no desemprego foi um pouco menor que o observado entre os homens, porém, em termos absolutos, os acréscimos foram equivalentes (33,6% ou 55 mil). Tanto entre as mulheres quanto entre os homens, elevaram-se as proporções de pessoas acima dos 40 anos de idade, chefes de família e, apenas no caso dos homens, de negros entre os desempregados. Mesmo que os resultados não sejam bons, de modo geral, esses movimentos representaram pequenas mudanças na distribuição de homens e de mulheres no mercado de trabalho, diminuindo relativamente a desigualdade entre suas inserções. Sobre representação das mulheres entre os desempregados, sempre significativa, decresceu levemente, pelo segundo ano consecutivo, passando de 52,3% para 51,8% entre 2015 e 2016. Houve um tímido aumento na proporção de mulheres na população ocupada – de 46,6% para 46,9%; e também pequena elevação na sua participação no mercado de trabalho, que passou de 47,6% para 48,1%.

O aumento no número de mulheres no mercado de trabalho em 2016 implicou em leve crescimento na sua taxa de participação (0,7 p.p) – indicador que estabelece a proporção de pessoas com dez anos de idade ou mais presentes no mercado de trabalho, como ocupadas ou desempregadas. A taxa participação dos homens, que anteriormente já era bastante superior, praticamente não se alterou, enquanto a participação feminina passou de 49,7% da População em Idade Ativa (PIA), em 2015, para, 50,4% em 2016. Esse acréscimo da participação das mulheres no mercado de trabalho foi particularmente intenso entre as mulheres não negras e mais jovens.

O crescimento da PEA feminina em proporção inferior a elevação do seu contingente desempregado acresceu sobremaneira a taxa de desemprego entre as mulheres, mesmo movimento observado entre os homens, contudo, entre eles, numa proporção um pouco maior. No ano de 2016, a taxa de desemprego feminina cresceu de 20,5% para 26,0%, assim como a masculina que passou de 17,0% para 22,4%. Com esses resultados, a distância existente entre as taxas de desemprego de homens e de mulheres, apesar de ainda persistir, diminuiu: a taxa de desemprego feminina era 20,6% maior que a masculina, em 2015; em 2016 essa diferença passou a 16,1%.

 

 

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