Ocupação feminina diminui pelo segundo ano consecutivo na RMS

No ano de 2016 houve redução de 25 mil postos de trabalho para as mulheres na RMS , com impacto sobre aquelas menos jovens, em faixas etárias acima de 50 anos de idade, e que estão nas pontas do nível de escolaridade (nível de instrução menor ou igual ao médio incompleto e superior completo, isto é, apenas aquelas com nível médio completo e superior incompleto aumentaram sua participação entre as mulheres ocupadas). Em termos setoriais, esse resultado derivou de reduções no número de postos de trabalho na Indústria de Transformação (-18,7%), no setor de Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-3,9%) e nos Serviços (-2,9%). Entre a população masculina houve eliminação de 39 mil postos de trabalho, que também atingiu todos os setores de atividade: Indústria de transformação (-9,9), Construção (-10,1%), Comércio e reparação (-1,2%) e Serviços (-4,1%). Destaque-se que, entre as mulheres, a amostra na Construção não comportou a desagregação.

O comportamento da ocupação feminina modificou levemente a sua estrutura ocupacional setorial entre os anos de 2015 e 2016. Verificou-se aumento da importância do setor de Serviços e redução na já minguada participação da Indústria de Transformação, enquanto permaneceu estável a participação do Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas.

Em relação às formas de inserção no mercado de trabalho, o decréscimo no nível ocupacional feminino, em 2016, derivou de declínios verificados em quase todas as posições ocupacionais: no Setor Público (-12,7%), no Setor Privado com Carteira Assinada (-2,8%) e Sem Carteira Assinada (-8,0%), e entre as Trabalhadoras Autônomas (-4,8%). As únicas posições que registraram aumento na ocupação feminina foi o Emprego Doméstico Diarista, com acréscimo de 35,1% (já que o mensalista declinou em 8,5%) e a ocupação no agregado Demais, que inclui empregadores, donos de negócios familiares, trabalhadores familiares sem remuneração e outras posições, com aumento de 3,7%. Os homens, por sua vez, tiveram estabilidade no agregado Demais Posições e redução em todas as outras posições: menos 14,3% no Setor Público, declínio de 5,7% no Setor Privado Com Carteira Assinada e de 5,5% entre os Sem Carteira Assinada, e menos 1,7% no Trabalho Autônomo.

Cabe destacar que os movimentos observados no ano de 2016, diferentemente do que foi constatado em 2015, não trouxe melhorias na inserção ocupacional das mulheres, na medida em que reforçou a importância de posições como o trabalho Doméstico Diarista (aumentou de 2,9% em 2015 para 4,0% em 2016) que, em geral, tem baixo acesso a garantias trabalhistas e previdenciárias, e reduziu a participação do Setor Público (de 11,3% para 10,2%) que tem maiores rendimentos e garantias; ainda que a participação do Setor Privado Com Carteira Assinada tenha se elevado levemente (passou de 46,3% em 2015 para 46,6% em 2016).

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