10 tendências de marketing digital para 2023

* Bruno Campos de Oliveira

Sempre que geramos listas com tendências para o próximo ano, sabemos que, por mais que tenhamos experiência e conhecimento, podemos errar em alguns palpites. Para aumentar seu índice de acerto e usar uma das tendências na prática, recorri a um ajudante especial na missão desse ano: a inteligência artificial.

Isso mesmo, esse texto teve participação de dois escritores. Eu, Bruno. E a inteligência artificial da OpenAI, a ChatGPT. Essa inteligência foi treinada para proporcionar diálogos de maneira natural, como se fosse uma conversa. Ela faz perguntas em sequência, admite erros, questiona e tem discernimento para rejeitar certos questionamentos.

Juntos, mapeamos as seguintes tendências do Marketing Digital para 2023:

  1. Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina vão se consolidar
    Podemos não perceber mas boa parte das campanhas digitais possuem um ou mais recursos dessas tecnologias. Seja na otimização do lance de uma campanha de mídia programática ou ainda, no algoritmo do Google Search escolhendo em quais disputas por pesquisas entrar para otimizar o orçamento do anunciante, temos aprendizado de máquina e inteligência artificial trabalhando em dupla para melhorar os resultados.

    Essa tendência deve se fortalecer ainda mais, além de gerar novas oportunidades como mais criativos criados por máquinas e uma rotina de otimização cada vez menos manual. Onde o papel do profissional de marketing e mídia é cada vez mais pensar na estratégia e menos, em detalhes como valor de lance, palavras-chave e canais a serem segmentados.
  2. Pesquisa por voz como parte da estratégia de SEO

Segundo um estudo da Ilumeo Data Science Company, em 2022, 1 a cada 4 brasileiros já usam assistentes de voz todos os dias. E a quantidade de pessoas que teve contato com a tecnologia subiu de 87% em 2020 para 91% neste ano. Com cada vez mais textos sendo digitados por máquinas, após interpretarem um áudio, será necessário rever a estrutura do SEO levando em consideração que pesquisas por voz nem sempre seguem a mesma linha de raciocínio que pesquisas em texto.

  1. 5G vai permitir experiências de marketing ainda mais imersivas
    Na minha opinião, as principais vantagens da nova banda são velocidade e densidade. Como velocidade, temos uma evolução brutal se compararmos as gerações anteriores. No 3G eram necessárias 26 horas para se baixar o filme “Guardiões da Galáxia”. Esse tempo caiu para 6 minutos com o advento do 4G e agora poderá ser feito em apenas 3.6 segundos. Já na densidade, uma conexão 5G consegue conectar um milhão de dispositivos em um espaço de apenas 0,38 metros quadrados. Sabe quando nosso celular não pegava direito em um show? Esses dias podem ficar no passado.
  2. Marketing de influência continua forte e com micro-influenciadores fazendo mais sucesso
    Perfis menores mas com alto engajamento devem fazer cada vez mais parte da estratégia de influência. Com o grande uso simultâneo de redes sociais como TikTok e Instagram também será cada vez mais normal ter grupos de influencers que vão melhor em determinada rede do que em outra.

    Estratégias de media for equity onde influenciadores emprestam seus nomes para lançar produtos em troca de participação no negócio também deve ter um crescimento considerável.
  3. Aumento do uso de VR e AR, principalmente em mundos virtuais como o Metaverso
    Mais velocidade de internet e tecnologia deve permitir a criação de experiências digitais cada vez mais imersivas. O crescimento de mundos digitais toma forma e teremos cada vez mais metaversos sofisticados com suas regras de convivência, economia própria e, por que não, modelo de publicidade.
  1. Vídeos, vídeos e mais vídeos
    Sejam verticais ou horizontais, os vídeos devem ser cada vez mais essenciais nas estratégias de marca. Não é de hoje que a frase de Bill Gates em 1996 falando que “content is king” é uma máxima absoluta. Portanto, marcas que quiserem se manter relevantes vão precisar criar cada vez mais conteúdo. Sejam sozinhas, seja através de creators parceiros. E vídeo é a melhor maneira de se fazer isso.
  2. Personalização, automação e escala
    Mídia Programática tem como pilares personalização, automação e escala. Com as tecnologias evoluindo, cada vez mais veremos ofertas de mídia digital que entregam esses 3 pilares. Possibilitando estratégias mais sofisticadas, assertivas e que geram resultado.
  3. Integração cross-channel
    Antigamente, fazer marketing 360 era considerar todos os possíveis canais e pontos de contato com o cliente. Hoje, é cada vez mais comum a integração de múltiplos canais em uma mesma plataforma – como a programática.

    Veremos cada vez mais campanhas que integram display, mobile, áudio, video, games DOOH e outros formatos
  4. Chatbots que trabalham 24/7
    Cada vez mais queremos respostas mais rápidas e precisas para nossas dúvidas. Não importa o dia e horário. No entanto, sabemos que o atendimento humano nem sempre pode estar presente. Por conta disso, cada vez mais, teremos chatbots mais inteligentes para interagir com nossos clientes.
  5. Transparência e ética digital
    As leis de proteção de dados trouxeram um novo olhar sobre como devemos trabalhar digitalmente. Elas foram só o começo de uma série de mudanças que devem ocorrer nos próximos anos com mais regulamentações que foquem na privacidade, garantia de direitos pessoais e proteção em mercados que são pouco ou nada regulamentados como, por exemplo, a novata Web3.

*Bruno Campos de Oliveira é CMO da ADSPLAY. É formado em Marketing pela EACH-USP e se especializou em digital através de imersões diretamente no Vale do Silício – EUA. Também concluiu o xBA, Xponential Business Administration, ministrado pela StartSe University (EUA) e Nova SBE (Portugal). Há mais de dez anos trabalha com marketing digital, mídia de performance, e-commerce, tendo a oportunidade de trabalhar com diversas grandes marcas no Brasil e no exterior. É professor e embaixador de digital marketing da Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia no Brasil e co-autor do livro “Mídia Programática de A a Z”, o primeiro livro impresso sobre o tema no Brasil.